terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
recomendação carnavalesca
depois do "curso de ética" para pilotos da TAP que tal um curso do mesmo género para políticos e "jornalistas"
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
do Orçamento e outras questões eleitorais
Ao que tudo indica o Governo vai ver o seu Orçamento de Estado aprovado pela “abstenção construtiva” da direita parlamentar. É claro que depois da verdadeira inundação de discurso catastrofista, levada a cabo nos media, devidamente apoiada nos relatórios das agencias internacionais, sobre o quanto pior do que a Grécia é Portugal tudo apontava para uma solução de acordo à Direita do espectro político. Aliás, dado o quadro, não podia ser de outra maneira, mas esta opção levanta várias questões eleitorais. O Primeiro-ministro Sócrates mostra mais uma vez a sua tenacidade e pragmatismo político, escudado num discurso da situação do país consegue a sustentabilidade do seu Governo para até depois das presidenciais encostando Cavaco à sua própria declaração de entendimento. E, ao mesmo tempo, encurrala a esquerda (ou as outras esquerdas...), com Alegre pelo meio, num beco sem saída. Do ponto de vista da tarefa de Primeiro-ministro, é uma verdadeira vitória. Mas resta saber se Sócrates consegue também ser um bom Secretário-geral do PS. É que a estratégia agora seguida para o orçamento salva-lhe o Governo, mas pode ao mesmo tempo significar a reeleição de Cavaco e uma delapidação ainda maior do eleitorado, dito de esquerda, do PS. Ficam duas perguntas: Achará Sócrates que o melhor presidente para si é Cavaco? E o que fará Cavaco (e a sua entourage) com um segundo mandato?
Enfim, coisas do país político. Agora vou ali fazer a sopa da bebé.
Enfim, coisas do país político. Agora vou ali fazer a sopa da bebé.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Obama
Dizem os calendários que hoje se cumpre um ano da presidência da Barak Obama. Para surpresa de todos o mundo continua perigoso. Afinal, apesar da saudável embriaguez de tanta “Hope” e “Change” continuam as guerras e as Guantanamos, a pobreza e a crise, os terramotos, a incapacidade de assinar um acordo global sobre as alterações climáticas, etc., etc., Tudo está como tem que estar quando governado por pessoas. É caso para perguntar aos politólogos se é ético resumir todo um programa político ao poder de duas palavras. E ao que parece a estratégia vai-se repercutir por esse mundo fora, com todo e qualquer aspirante a líder a copiar a retórica e a prometer “Mudar” (resta saber o quê?) e a alardear “Esperança” (também convinha saber em quê?). É bom andar nas nuvens, o problema é quando se cai delas. É que até os castelos dos contos de fadas são feitos de pedras que fazem estrondo nos terramotos.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O país do croquete
Nada é mais representativo do que é Portugal do que a notícia de que Cavaco vai apor a Grã-cruz da Ordem de Cristo, pelo exercício de funções públicas de alto relevo, ao ex-presidente da Câmara da Figueira da Foz; ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa; ex-secretário de Estado da Cultura; ex-primeiro Ministro; ex-presidente do Sporting Clube de Portugal (não sei se é mais ex-qualquer coisa…); actual vereador da Câmara Municipal de Lisboa Pedro Santana Lopes. Não fosse isto triste e trataríamos de rir com a ironia. Santana Lopes é como o Dólar, umas vezes desvaloriza, outras sobe, mas nunca sai de moda. Cavaco,esse,mostra o que é, um politicozinho enredado nas teias do maquiavelismo bacoco da política pátria, debaixo de uma mascara espúria de grande e impoluto professor de finanças apenas preocupado com a salvação da nação. Nada mais falso. Todos estes gestos, não são mais do que a comprovação de que este país se satisfaz com salamaleques e vénias, sorrisos de fachada e politica do croquete. Hoje levas um carolo amanhã sou o teu melhor amigo. E é claro que Santana Lopes vai aceitar a comenda, fazendo de conta que era outra a má moeda. Triste também é que isto pode ser a visão benévola da coisa, se eu quisesse ser mauzinho apontava ao que o Sr. Presidente nos diz, com esta honraria a Santana Lopes, sobre o que pensa sobre a sobrevivência do “seu” partido. Pobre PSD que vive com gente desta.
Nota insular para registar que na mesma cerimónia são também agraciados, e pela mesma razão, dois antigos Presidentes da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Madruga da Costa e Fernando Menezes. É este o país que temos.
Nota insular para registar que na mesma cerimónia são também agraciados, e pela mesma razão, dois antigos Presidentes da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Madruga da Costa e Fernando Menezes. É este o país que temos.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Alegre ao vento
Não há necessidade nenhuma de o dizer, mas nutro simpatia e apreço por Manuel Alegre. Num tempo de demasiados cinzentos é sempre estimulante ver alguém que aponta os pretos e os brancos. Mas nem só de ousadia, ou teimosia e ganância, neste caso, se faz a história, ou o poema. A entrada extemporânea de Alegre na corrida presidencial dá a nítida sensação do corredor de meio fundo que saltou antes do tiro de partida. Fez depropósito e desestabilizou o resto do pessoal que estava na linha de partida. Mas agora é óbvio que vão todos ter que partir outra vez. Inclusive o próprio. Olhando as notícias, as acusações e subentendidos, que correm por aí nestes dias fica-me uma sensação de nostalgia pelo sistema das primárias americanas. É que no caso português serviria para esclarecer muitas dúvidas. Depois há a questão da esquerda ou das esquerdas nacionais, mas isso é matéria para outros posts. Para já esperamos que Alegre volte à linha de partida.
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sábado, 16 de janeiro de 2010
Novos começos
Há já vários dias que ando a matutar na ideia de regressar aos blogues. Não porque considere que as razões que me levaram a uma sabática grande da blogoesfera estejam totalmente ultrapassadas, mas porque o bichinho de ruminar sobre a espuma dos dias contínua lá, mexendo-se. E a decisão de que o regresso teria que ser a solo também já estava tomada, dai até ao nome foi uma lista grande de sins, talvezes e nãos. Depois paro na ideia de Açoriano Acidental, que me parecia resumir muito do que poderia ou deveria ser um novo blogue a solo. Criado o header, sigo para o primeiro post e só depois constato que o nome já estava registado e aí volto à estaca zero. E então AZOREAN SPLENDOR, numa homenagem a Harvey Pekar e ao meu amor por BD. Porque no fundo os blogues não são mais do isso – a espuma da história das nossas vidas. Este será da minha.
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