terça-feira, 29 de março de 2011

surfistas improváveis

Julian Schnabel, at Art Gallery of Ontario, with Painting for Malik Joyeux and Bernardo Bertolucci V & VI (2006)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

dos bons exemplos

Santa Catarina

Obra
(para já)
está na onda


A obra de contenção da orla marítima na zona dos combustíveis da Praia não está a ter reflexos nas ondas, diz João Monjardino da Associação de Surf, em visita ao local com Nuno Domingues, diretor regional dos Transportes Aéreos e Marítimos


As obras de contenção da orla marítima do Terminal de Combustíveis da Praia da Vitória tem sido efetuada de modo a não causar reflexos na onda de Santa Catarina.
O diretor Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos, Nuno Domingues, visitou durante a tarde ontem as obras da empreitada de contenção da Orla Marítima do Terminal de Combustíveis da Praia da Vitória.
Em análise está a estratégia a utilizar para não prejudicar a afamada onda de Santa Catarina.
Nuno Domingues afirma ter vindo ver o andamento da obra juntamente com a Associação de Surf da Ilha Terceira, de modo a entender a influência que a obra pode ter na onda.
"Esperemos que a onda não seja danificada, daí que tenhamos feito um simples ensaio neste pequeno acesso, colocando umas rochas exatamente na zona onde vai ficar a estrutura projetada e vamos deixá-la assim durante uns tempos", afirmou.
Se não houver qualquer reflexo, continuou, "e se os surfistas sentirem que não há problema podemos fazer a estrutura. Em caso de haver reflexão, temos a possibilidade de puxar a obra um pouco mais atrás, uma vez que temos espaço para tal", adiantou.
Nuno Domingues garantiu não ser intenção da tutela estragar um espaço que tem uma onda natural e de grande qualidade, uma vez que o espaço que têm "é mais que suficiente para não interferir com o local frequentado pelos surfistas".
"Daí que estejamos a efetuar este ensaio, que tem um custo zero, para ver se há realmente alguma reflexão ou não. Desta forma, daremos um prazo de cerca de um mês e meio para que possam averiguar se realmente a obra tem influência ou não", acrescentou.
João Monjardino, da Associação de Surf da Ilha Terceira, esteve presente no local da obra onde admitiu que até ao momento, as construções da estrutura não têm influenciado a rebentação das ondas.
De qualquer forma, Nuno Domingues pediu que os praticantes de surf estivessem atentos durante o próximo mês de modo a verificar se há realmente alguma reflexão para que seja então recuada a estrutura de contenção da orla marítima.
Dada a dimensão da empreita da orla marítima, o diretor regional dos Transportes Aéreos e Marítimos assume que a zona de Santa Catarina pode ser executada no final, de modo a que haja tempo para se retirarem conclusões do seu prejuízo na onda.
Esta empreitada representa um volume de investimento de 1.970.000 euros e tem um prazo de execução de oito meses.
Fonte: Diário Insular

Bom para acalmar os ânimos de alguns alarmistas de ocasião. Para breve mais boas notícias vindas da mítica Santa Catarina

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

das pequenas diferenças

Uma coisa é gostar de futebol e das suas glórias, grandes e pequenas. Outra coisa é ser do Benfica e sofrer com as derrotas e amar as vitórias com uma alegria ridícula e inexplicável. Outra coisa completamente diferente é ganhar ao Porto e ganhar como ontem, depois de ter perdido, e ter no plantel um gajo como o Fábio Coentrão que faz esquecer a partida do David Luiz


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

presidente reformado

Não tomem isto como uma manifestação mesquinha de rancor, para isso já nos bastou o discurso do prof. Cavaco na noite da vitória. Mas vindo de quem tanto fala de ética e de moral, de superioridade de carácter e de ser impoluto, branco como o OMO, “nascer duas vezes…” e outros dislates, não deixa de ser surpreendente que o mesmo prof. Cavaco, que se candidatou a um segundo mandato, sabendo de ante mão ao que ia, opte de forma sonsa por duas pensões de reforma, que perfazem mais ou menos dez mil euros, em vez do vencimento de Presidente da República que não chega aos sete mil e quinhentos. Não vale a pena grandes adjectivos, basta dizer que quem se gere por mecanismos destes não percebe nada de "bom senso e de bom gosto". Como diz o povo – mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Sr. Rodrigues vai a Lisboa

Por uma razão e por esta e por outra o Sr. Rodrigues vai a Lisboa. No avião, por suspeita de estar grávida a mulher do Sr. Rodrigues não toma o victan que lhe acalma o medo de andar de avião, também conhecido por síndrome da falta de controlo manual e visual no volante da vida. Ao chegar a Lisboa o Sr. Rodrigues passa duas horas a conduzir de um extremo ao outro da cidade entre deixar malas, ir ao supermercado e voltar a casa de familiares. Aí, o Sr. Rodrigues descobre a filha em pranto. Todos os familiares têm um diagnóstico sobre as dores da criança, que termina numa ida tardia à Urgência Pediátrica de um Hospital. O Sr. Rodrigues espera, acompanha, desespera e aguenta até um veredicto final de fracturazinha no dedo, sem direito a gesso e com Brufen de seis em seis horas e Reumon Loção três vezes por dia, entretanto três horas de corredores, médicos, enfermeiros, assistentes, febres, choros, raio-x, pediatra, ortopedista, sono, cansaço, choro, farmácia, casa. O Sr. Rodrigues chega a casa, dorme. O Sr. Rodrigues vai ao chiado. O Sr. Rodrigues vai comer percebes à Ericeira. A Mulher do Sr. Rodrigues fica doente. O Sr. Rodrigues fica doente. O Sr. Rodrigues tem diarreia, febre, não deseja abrir os olhos. O Sr. Rodrigues passa seis horas em posição fetal, deitado numa cama, sem se conseguir mexer. Dois dias depois, ao sair de casa o Sr. Rodrigues descobre que o carro foi rebocado. O Sr. Rodrigues telefona para a esquadra. A esquadra remete para um sms. O sms confirma o carro no parque do Restelo. Um agente informa de um pagamento ao estado de 120 euros. Sr. Rodrigues apanha um táxi. O Sr. Rodrigues paga 135 euros sem discutir o significado de “período completo de vinte e quatro horas” com o agente. A mulher do Sr. Rodrigues não melhora. Ao terceiro dia uma breve tentativa de sair de casa ao centro comercial mais próximo termina em rápido regresso por motivo de desmaio iminente. O Sr. Rodrigues faz canja. O Sr. Rodrigues arruma a casa e faz biberões e lava biberões e vê a SIC Noticias. O Sr. Rodrigues faz malas, transporta malas e ao sexto dia ruma ao aeroporto e de avião à ilha. O Sr. Rodrigues acredita que a Vida imita a Arte. O Sr. Rodrigues solicita que não seja chamado de novo a fazer parte do enredo de novela fantástica de um qualquer jovem escritor de língua portuguesa em inicio de carreira.