sábado, 16 de abril de 2011

passos na direcção certa

A propósito da questão das zonas balneares e a marcação da chamada época balnear, a sua gestão e planeamento, o seu relacionamento com os desportos de ondas, nomeadamente a salvaguarda de ondas e a relação dos surfistas com os banhistas, que nos últimos dias se tornou assunto do momento com surfistas a fazerem salvamentos, os Açores acabam de aprovar, por unanimidade, na Assembleia Legislativa Regional, um Decreto Legislativo Regional pioneiro - zonas de surf devidamente assinaladas nos planos e com predominância sobre outros usos e época balnear alargada, abrindo mesmo a porta a zonas balneares em funcionamento todo o ano - agora é só esperar pela publicação, e os surfistas fazerem devidamente o seu trabalho junto das autoridades camarárias e governamentais.
Dois destaques MUITO importantes:
Proposta de Decreto Legislativo Regional

Regime jurídico da gestão das zonas balneares, da qualidade das águas balneares e da prestação de assistência nos locais destinados a banhistas.

...

Artigo 9.º

Desportos de ondas e Windsurf

1. Os planos de ordenamento aplicáveis à zona costeira definem as áreas reservadas à prática de desportos de ondas e windsurf.

2. Nas áreas referidas no número anterior, a prática de desportos de ondas e de windsurf tem precedência sobre todos os usos, incluindo o uso balnear

...

Artigo 24.º

Duração da época balnear

1. A duração da época balnear para cada água balnear é definida em função dos períodos em que se prevê uma grande afluência de banhistas, tendo em conta as condições climatéricas e as características geofísicas de cada zona ou local, e os interesses sociais ou ambientais próprios da localização.

...

O diploma pode ser lido na integra aqui

E, perdoem-me a imodéstia, mas este diploma é uma conquista, também, da comunidade de praticantes de surf e bodyboard e do trabalho desenvolvido nos últimos anos pelas suas associações regionais.

Salvam-se vidas e salvam-se ondas!

terça-feira, 29 de março de 2011

surfistas improváveis

Julian Schnabel, at Art Gallery of Ontario, with Painting for Malik Joyeux and Bernardo Bertolucci V & VI (2006)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

dos bons exemplos

Santa Catarina

Obra
(para já)
está na onda


A obra de contenção da orla marítima na zona dos combustíveis da Praia não está a ter reflexos nas ondas, diz João Monjardino da Associação de Surf, em visita ao local com Nuno Domingues, diretor regional dos Transportes Aéreos e Marítimos


As obras de contenção da orla marítima do Terminal de Combustíveis da Praia da Vitória tem sido efetuada de modo a não causar reflexos na onda de Santa Catarina.
O diretor Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos, Nuno Domingues, visitou durante a tarde ontem as obras da empreitada de contenção da Orla Marítima do Terminal de Combustíveis da Praia da Vitória.
Em análise está a estratégia a utilizar para não prejudicar a afamada onda de Santa Catarina.
Nuno Domingues afirma ter vindo ver o andamento da obra juntamente com a Associação de Surf da Ilha Terceira, de modo a entender a influência que a obra pode ter na onda.
"Esperemos que a onda não seja danificada, daí que tenhamos feito um simples ensaio neste pequeno acesso, colocando umas rochas exatamente na zona onde vai ficar a estrutura projetada e vamos deixá-la assim durante uns tempos", afirmou.
Se não houver qualquer reflexo, continuou, "e se os surfistas sentirem que não há problema podemos fazer a estrutura. Em caso de haver reflexão, temos a possibilidade de puxar a obra um pouco mais atrás, uma vez que temos espaço para tal", adiantou.
Nuno Domingues garantiu não ser intenção da tutela estragar um espaço que tem uma onda natural e de grande qualidade, uma vez que o espaço que têm "é mais que suficiente para não interferir com o local frequentado pelos surfistas".
"Daí que estejamos a efetuar este ensaio, que tem um custo zero, para ver se há realmente alguma reflexão ou não. Desta forma, daremos um prazo de cerca de um mês e meio para que possam averiguar se realmente a obra tem influência ou não", acrescentou.
João Monjardino, da Associação de Surf da Ilha Terceira, esteve presente no local da obra onde admitiu que até ao momento, as construções da estrutura não têm influenciado a rebentação das ondas.
De qualquer forma, Nuno Domingues pediu que os praticantes de surf estivessem atentos durante o próximo mês de modo a verificar se há realmente alguma reflexão para que seja então recuada a estrutura de contenção da orla marítima.
Dada a dimensão da empreita da orla marítima, o diretor regional dos Transportes Aéreos e Marítimos assume que a zona de Santa Catarina pode ser executada no final, de modo a que haja tempo para se retirarem conclusões do seu prejuízo na onda.
Esta empreitada representa um volume de investimento de 1.970.000 euros e tem um prazo de execução de oito meses.
Fonte: Diário Insular

Bom para acalmar os ânimos de alguns alarmistas de ocasião. Para breve mais boas notícias vindas da mítica Santa Catarina

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

das pequenas diferenças

Uma coisa é gostar de futebol e das suas glórias, grandes e pequenas. Outra coisa é ser do Benfica e sofrer com as derrotas e amar as vitórias com uma alegria ridícula e inexplicável. Outra coisa completamente diferente é ganhar ao Porto e ganhar como ontem, depois de ter perdido, e ter no plantel um gajo como o Fábio Coentrão que faz esquecer a partida do David Luiz


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

presidente reformado

Não tomem isto como uma manifestação mesquinha de rancor, para isso já nos bastou o discurso do prof. Cavaco na noite da vitória. Mas vindo de quem tanto fala de ética e de moral, de superioridade de carácter e de ser impoluto, branco como o OMO, “nascer duas vezes…” e outros dislates, não deixa de ser surpreendente que o mesmo prof. Cavaco, que se candidatou a um segundo mandato, sabendo de ante mão ao que ia, opte de forma sonsa por duas pensões de reforma, que perfazem mais ou menos dez mil euros, em vez do vencimento de Presidente da República que não chega aos sete mil e quinhentos. Não vale a pena grandes adjectivos, basta dizer que quem se gere por mecanismos destes não percebe nada de "bom senso e de bom gosto". Como diz o povo – mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.