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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Convite Lançamento

Caras Amigas e Caros Amigos

Na próxima sexta-feira, dia 28, pelas 19:00 horas, na livraria Solmar, em Ponta Delgada, estarei com o Nuno Costa Santos para o lançamento do meu livro 15 Poemas de Amor e um Divertimento
Tenho muito gosto em contar com a vossa companhia.

Abraço

Pedro Arruda


 
 
 
15 Poemas de Amor e um Divertimento
Pedro de Mendoza
Edição de Autor
Junho de 2015
Concepção Gráfica de Júlia Garcia
Impresso na Tipografia Micaelense
...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

a liga dos pais extraordinários

...nada como vir a correr para casa, porque a empregada tem que sair mais cedo, pegar numa cerveja e sentar, com as miúdas ao colo, no sofá e gramar com não sei quantos episódios seguidos da Vila Moleza...

terça-feira, 7 de maio de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

a propósito da morte de Chavez



tempo para lembrar heróis da adolescência.

Subcomandante Marcos, espécie de Quixote Maia, professor de filosofia tornado guerrilheiro.
Por causa também dele, em 98, viajando ao estilo mochileiro pelo México, deixei Oaxaca num autocarro que guinchava, acompanhado de índios, galinhas, paisanos e outros jovens gringos, como eu, em direção a Chiapas, e calcorreei as calles de San Cristobal de las Casas sonhando com a utopia de uma sociedade solidária, outros tempos...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

adágio para estes dias

"Always forgive your enemies; nothing annoys them so much."
Oscar Wilde

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Sr. Rodrigues vai a Lisboa

Por uma razão e por esta e por outra o Sr. Rodrigues vai a Lisboa. No avião, por suspeita de estar grávida a mulher do Sr. Rodrigues não toma o victan que lhe acalma o medo de andar de avião, também conhecido por síndrome da falta de controlo manual e visual no volante da vida. Ao chegar a Lisboa o Sr. Rodrigues passa duas horas a conduzir de um extremo ao outro da cidade entre deixar malas, ir ao supermercado e voltar a casa de familiares. Aí, o Sr. Rodrigues descobre a filha em pranto. Todos os familiares têm um diagnóstico sobre as dores da criança, que termina numa ida tardia à Urgência Pediátrica de um Hospital. O Sr. Rodrigues espera, acompanha, desespera e aguenta até um veredicto final de fracturazinha no dedo, sem direito a gesso e com Brufen de seis em seis horas e Reumon Loção três vezes por dia, entretanto três horas de corredores, médicos, enfermeiros, assistentes, febres, choros, raio-x, pediatra, ortopedista, sono, cansaço, choro, farmácia, casa. O Sr. Rodrigues chega a casa, dorme. O Sr. Rodrigues vai ao chiado. O Sr. Rodrigues vai comer percebes à Ericeira. A Mulher do Sr. Rodrigues fica doente. O Sr. Rodrigues fica doente. O Sr. Rodrigues tem diarreia, febre, não deseja abrir os olhos. O Sr. Rodrigues passa seis horas em posição fetal, deitado numa cama, sem se conseguir mexer. Dois dias depois, ao sair de casa o Sr. Rodrigues descobre que o carro foi rebocado. O Sr. Rodrigues telefona para a esquadra. A esquadra remete para um sms. O sms confirma o carro no parque do Restelo. Um agente informa de um pagamento ao estado de 120 euros. Sr. Rodrigues apanha um táxi. O Sr. Rodrigues paga 135 euros sem discutir o significado de “período completo de vinte e quatro horas” com o agente. A mulher do Sr. Rodrigues não melhora. Ao terceiro dia uma breve tentativa de sair de casa ao centro comercial mais próximo termina em rápido regresso por motivo de desmaio iminente. O Sr. Rodrigues faz canja. O Sr. Rodrigues arruma a casa e faz biberões e lava biberões e vê a SIC Noticias. O Sr. Rodrigues faz malas, transporta malas e ao sexto dia ruma ao aeroporto e de avião à ilha. O Sr. Rodrigues acredita que a Vida imita a Arte. O Sr. Rodrigues solicita que não seja chamado de novo a fazer parte do enredo de novela fantástica de um qualquer jovem escritor de língua portuguesa em inicio de carreira.