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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Então é assim...


É, talvez, a mais antiga verdade da natureza – a luta entre os fortes e os fracos. Quem tem força tem poder e pode, a qualquer momento, exercê-lo sobre quem não o tem. Houve quem lhe chamasse “a lei da selva”. Mas as comunidades humanas tentaram, ao longo da História, umas vezes melhor outras pior, contrariar este paradigma. Usando o pensamento o homem tentou organizar a sua existência em torno de princípios tão estranhos como liberdade, fraternidade e igualdade. Houve quem dissesse que era isso que nos separava dos animais. No plano da organização política muitas foram as tentativas, os falhanços e os sucessos. Ao longo da História pensou-se que a melhor forma de organização seria aquela que desse voz aos povos e que estes elegessem os seus melhores para, com respeito pelas minorias, organizar a comunidade tendo em vista o bem comum. Pensou-se até que seria possível uma organização transnacional de comunidades que, baseadas nos mesmos valores de respeito pela dignidade humana, pudessem, democraticamente, decidir pela forma mais benigna de, dando prosperidade às populações, salvar o planeta. Grandes estadistas afirmaram mesmo que embora fosse péssimo, esse sistema, era o melhor de todos os maus sistemas de governo. Chegamos então ao nosso tempo, em que, mergulhados numa profundíssima crise, o primado essencial da política deixou de ser o ser humano, o bem-estar da comunidade, mas a “confiança dos agentes económicos e dos mercados”. Mais importante para um decisor político do que a confiança das populações é a prosperidade dos mercados. Governar não em função da prosperidade das populações, mas com vista a que os mercados não vejam os seus negócios dificultados. Chegamos à Dividocracia. Habituem-se, que ela vai ficar por ai durante muito tempo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Francisco


Tenho muito pouco, nada, de católico. Tenho apenas o pouco de cultura que o acaso de ter nascido nela pode dar. Mas não pratico, nem creio. A minha fé é outra. Porém, acredito e conheço o suficiente de História para não deixar passar em claro a importância, a influência, que a Igreja e o seu Papa têm na vida mortal. Não deixa de ser extraordinário que, num momento em que o mundo, e em particular o mundo contemporâneo, ocidental, judaico-cristão, passa por uma das suas mais graves crises de identidade, seja da Igreja Católica e deste seu novo Papa que surja um sinal no sentido certo. No meio de toda a imoralidade, da selvática guerra financeira e do desinteresse global, Francisco, em Lampedusa, indica o caminho. Não é preciso ser católico para entender a verdade do gesto que nos diz que ao nosso lado há sempre alguém que sofre, que perdeu tudo, ao ponto de arriscar a vida por uma hipótese de futuro. E o desespero já não está só em Africa, está aqui, ao lado de cada um de nós. “Tende a coragem de acolher aqueles que procuram uma vida melhor”…

terça-feira, 25 de junho de 2013

coisas que marcam

Leviathan, exibido ontem pelo 9500 Cineclube, absolutamente extraordinário! Obrigado Vitor.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nuno Júdice


"Pedro, lembrando Inês"

Em que pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?» Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.


Nuno Júdice vence Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana

segunda-feira, 11 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

a propósito da morte de Chavez



tempo para lembrar heróis da adolescência.

Subcomandante Marcos, espécie de Quixote Maia, professor de filosofia tornado guerrilheiro.
Por causa também dele, em 98, viajando ao estilo mochileiro pelo México, deixei Oaxaca num autocarro que guinchava, acompanhado de índios, galinhas, paisanos e outros jovens gringos, como eu, em direção a Chiapas, e calcorreei as calles de San Cristobal de las Casas sonhando com a utopia de uma sociedade solidária, outros tempos...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

a força das imagens

 
 Lisboa, 15 de Setembro de 2012.
 
                                                                                                                                                                          

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Azores Pro
















Pelo 4º ano consecutivo a elite do surf mundial vem aos Açores.

SATA Airlines Azores Pro

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gore Vidal

Na lista de escritores favoritos Gore Vidal é um dos primeiros, certamente no top 5. O primeiro volume das suas memórias, Palimpsest, é um extraordinário relato da formação moral, intelectual, política e sexual de um americano de boas famílias. Vidal é certamente um dos mais importantes escritores da segunda metade do século xx e um dos mais brilhantes e cáusticos ironistas do nosso tempo. link para o obituário do Washington Post.

terça-feira, 5 de junho de 2012

domingo, 11 de março de 2012

morte de um ídolo























Um dos grandes artistas do seu tempo, Jean Giraud aka Moebius morreu.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

resoluções de ano novo



passar mais tempo na àgua...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

post para Nuno Barata

ao jeito da blogosfera circa 2003

Meu Muito Querido Amigo
Apesar da montanha russa emocional dos meus últimos dias, não posso deixar de te transmitir o meu profundo pesar, para não dizer incómodo, ao ler o teu post sobre o IVA dos espectáculos.
A frase brutal de que os “espectáculos são mera alienação” atingiu-me como um bloco de cimento em cheio no estômago. De um amante de livros para outro, não posso acreditar que realmente penses assim e só compreendo tal boutade pela ditadura do efeito sensacionalista do post e da ânsia de contraditório.
A verdade, meu querido amigo, é que a humanidade seria infinitamente mais triste e pobre sem a representação, a música, o bailado, etc., etc., etc. Por maior que seja o nosso amor aos livros, quão lastimável seria uma existência apenas feita de fólios e pergaminhos, que bolor monástico nos governaria os espíritos num mundo de prateleiras, bibliotecas e traça.
A suprema execução da literatura é a sua representação diária. Mais, sem drama, sem humor ou ritmo é impossível a existência de verdadeira literatura. Nem os melhores dos ensaístas viveram sem a representação dos seus actos.
Desde a mais clássica antiguidade, desde Homero, o primeiro, múltiplo, contador de histórias que “os espectáculos” foram elementos fundamentais para a realização da existência, para a concretização do significado da vida. Sófocles, Shakespeare, Beckett, fizeram do teatro a condensação suprema do significado da alma. Pensar num mundo sem música, sem ópera, sem a consagração plural e universal do espírito humano através do ritmo e do compasso e da história dos seres é abdicar da probabilidade do humano.
A realização da arte é feita pela sua partilha, do autor ao público e de público em público pela sua representação, reduzir isso a um fenómeno individual, solitário, vazio e triste é abdicar do seu poder redentor. Por mais imprescindível que seja a leitura.
E já nem vou falar do valor do cinema, 7ª (número mágico) Arte que a mim tanto me ensinou e que é uma arte pública por excelência.
Perdoa-me Nuno, mas pensar que a vivência e a experiência da arte são fenómenos menores perante a possibilidade do estudo dos cânones é abdicar em absoluto do que mais profundamente nos faz humanos - a necessidade de partilhar a experiência do conhecimento. Não me interessa sequer se é o Quim Barreiros ou o Stockhausen, uma sociedade sem a possibilidade de fruir universalmente da cultura é uma sociedade imperfeita.
É por isso que a visão economicista não está em quem contesta esta medida idiota e inculta de subir o IVA às artes performativas como se fossem luxos taxáveis ao mais alto percentil, o economicês bárbaro está em quem acha que a arte só existe nos pergaminhos, esquecendo tudo o que de arte é feito em vida.
Abraço amigo, na esperança, de certo partilhada, de dias melhores.

sábado, 1 de outubro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

pequenos momentos de auto satisfação...

"It seemed like there were a lot of scores and a lot of waves all round. It is going off so you want those kind of heats. This is what you want for a contest, overhead, off-shore and just really fun."
Gabe Kling (Florida,USA) 31, best score, two-wave combined total of 18.47


Naquele que foi, provavelmente, o mais importante dia na história do surf açoriano e, também, na história do surf nacional. Independemente do que se venha a passar a seguir. Hoje foi épico.